A repercussão em torno das discussões relacionadas ao Hospital Infantil João Paulo II tem gerado preocupação não apenas para o Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Minas Gerais (SEEMG), mas para várias entidades sindicais e sociedade civil que defende a saúde pública de qualidade.
O João Paulo II é o único hospital público exclusivamente infantil de Minas Gerais, sendo referência no tratamento de doenças raras. Numa tentativa de justificar o fechamento das unidades hospitalares (Alberto Cavalcanti, Maternidade Odete Valadares, Hospital Eduardo de Menezes e Hospital Infantil João Paulo II), o Governo de Minas Gerais alega que as infraestruturas estão sucateadas e, por isso, a solução mais adequada seria fechar as unidades para construir o então chamado Hospital Padre Eustáquio, na região do Gameleira.
O SEEMG enxerga essa alternativa como uma tentativa de derrubada do sistema único de saúde infantil em Belo Horizonte, uma vez que a atuação da unidade impacta diretamente a vida de milhares de crianças que dependem do suporte da instituição para tratamentos diversos, inclusive de doenças raras. “Eles estão tentando privatizar o que é de direito do povo. O fechamento do hospital culmina na perda de serviços e na sobrecarga de outras unidades de atendimento. Precisamos lutar, manifestar e impor condições que concretizem numa gestão pública em sua totalidade”, alerta Anderson Rodrigues, presidente do SEEMG.
Junte-se à luta e manifeste a sua indignação nas redes sociais. Vamos juntas e juntos lutar pelo hospital que é referência e a principal unidade pediátrica em Minas Gerais.