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19
Fev

 

Representantes dos conselhos municipal e estadual de saúde, Sindicato e a direção da Maternidade Sofia Feldman discutiram, na última desta sexta-feira (16), a crise financeira atravessada pelo Hospital Sofia Feldman.

A maternidade, que é a maior do país em número de partos e que atende cem por cento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), tem um déficit de R$ 1,5 milhão por mês. A direção afirma que se o valor do repasse não aumentar, a instituição não terá condições de atender a população.

Antes da reunião, os trabalhadores fizeram um protesto na porta do hospital. Eles estão trabalhando em escala reduzida, por causa dos salários atrasados. “No nível superior, de dezembro, nós recebemos apenas 70%, falta 30%. De janeiro falta por completo. Décimo terceiro para todos os trabalhadores não caiu. Em nível médio, 40% do salário do mês passado”, afirmou o enfermeiro Raphael Mendes Pereira.
O hospital passa dificuldades financeiras desde 2015. Atualmente a maternidade recebe R$ 5 milhões por mês. O problema é que os gastos passam de R$ 6,5 milhões.

O reflexo pode ser visto na farmácia, que tem funcionado com estoque bem reduzido. “Tem faltado não só medicamento, como material médico. São também produtos de urgência e emergência. Quando isso acontece recorremos aos colegas, aos hospitais que nos ajudam. Mas nem sempre você consegue né”, contou o farmacêutico Carlos Pereira de Oliveira.


Além de Belo Horizonte, a UTI neo natal do Sofia Feldman recebe bebês de 300 municípios mineiros. O Ministério da Saúde informou que todos os recursos estão em dia. Ainda segundo o ministério, o órgão não repassa recursos diretamente a nenhuma instituição, mas aos respectivos fundos estaduais e municipais de saúde, a quem compete gerenciar as verbas e completar com recursos próprios, quando necessário.

A Prefeitura de Belo Horizonte informou que está regular com os pagamentos ao Hospital Sofia Feldman e não há nenhum repasse em atraso. A Prefeitura disse ainda que tem atuado junto aos governos federal e estadual, para que haja incremento financeiro, em formas de incentivos, para a maternidade.

A Secretaria de Estado da Saúde informou que faltam repassar parte dos recursos que se referem aos programas de cumprimento de metas, rede cegonha, de incentivo ao parto normal e de atenção à saúde da pessoa com deficiência. Ainda segundo a secretaria, os recursos estão aguardando disponibilidade financeira, devido à crise financeira pela qual passa o estado.

com informações do G1

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